Qual é a do Bolsonaro? Polêmico? Sim. Sério? Não.

A ascensão do “mito” vem mais de suas falas e posicionamentos polêmicos voltado para uma parcela da população que se esquecem dos livros de história e acreditam que o período do golpe militar (1964-1985) foram anos de glórias e liberdades democráticas, do que a sua atuação como parlamentar.

Mas uma coisa pauto: A sagacidade do Jair. Ele se aproveita de uma receita pronta e não apropriada ainda em sua totalidade, que paira no ar e é acrescida todos os dias pelos mais sensacionalistas meios de comunicação através dos seus loquazes apresentadores que de forma indireta incentivam a violência “justa” da população, onde linchar e amarrar um outro cidadão não é crime, tendo em vista que o sujeito (geralmente preto e pobre é o bandido).

Esses apresentadores, que por vezes nada diz, mas expressam em suas faces ou gestos de desaprovação a atos que cabem a justiça julgar, mas não, ali mesmo querem direcionar a opinião dos telespectadores, sendo esses os promotores e juízes.

“Adote um bandido”, disse a  Rachel Sheherazade de forma inflamada justificando a ação dos “justiceiros” sendo a mesma compreensível e afirmado a falta de ação do Estado e o desarmamento do “cidadão de bem”.

Está pronta a receita que o Bolsonaro percebeu e está preparando o seu bolo.

  • Pais violento;
  • Sensação de insegurança;
  • População desarmada;
  • Imprensa que incentiva mais a violência;

Aliando a isso aparece o salvador da Pátria, aquele que tem o perfil de quem irá resolver os problemas de violência nacional, aquele que tem o discurso de grande intolerância, que irá acabar com os bandidos à bala e que irá armar o cidadão de bem, aquele que é arrogante para demonstrar poder e segurança. Aparece o Bolsonaro (ou Bolsomito).

Todo esse discurso de ódio, justificativa midiática e uma pessoa capaz de executar atrocidades em nome de uma “paz” ou dos cidadãos de bem já foi vista na nossa história e não deu certo.

Com um discurso altamente nacionalista, manipulando os meios de comunicação e com apoio da população cansada da situação em que viviam, Adolf Hitler tentou limpar a Alemanha dos “marginaizinhos”.

As propagandas do Füher onde igualava os judeus e outras minorias a pragas como ratos que espalhavam doenças e contaminavam a sociedade alemã, foram aceitas pela população como verdade, já que o Füher, o salvador daquela sociedade chancelava os justiceiros. Essa população (cidadãos de bem) foram cúmplices no holocausto, perseguindo e denunciando judeus para serem levados aos campos de concentração.

Qual é a do Bolsonaro?

Eu vejo como simples a grande jogada desse senhor. É ser polêmico mesmo, falar asneiras, estar nas mídias a todo custo, se aproveitar da vulnerabilidade social, aproveitar das brechas de um jornalismo sensacionalista e se a sua furada candidatura a presidência colar, ótimo, senão a sua reeleição para a Câmara dos Deputados já está garantida.

O Bolsonaro não vai trocar uma reeleição certa a Deputado por uma ilusória candidatura a presidência.

O que me preocupa é a geração de adoradores do Bolsonaro que está sendo criada.

Dias sombrios estão chegando.

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