O que a GloboNews me ensinou com a prisão do Cabral?

manipulacao-midiaticaAcompanhei o caso da prisão do Sérgio Cabral pela Globo News. Não me assustei pela imparcialidade e nem pela manipulação, pois sendo a Globo, já é normal quererem entregar o seu pacotinho de opiniões e julgamentos prontos.

Porém, o que mais me chamou a atenção desde o início da cobertura foi tentar vincular o Sérgio Cabral ao ex-presidente Lula. O problema é que o Cabral é filiado ao PMDB, partido do atual presidente, o Michel Temer.

Não quero aqui defender o Lula, que lutou pelos direitos sociais mas em nada deixou a desejar a pequenos e grandes burgueses, pois como o próprio disse: Nenhum empresário ganhou tanto dinheiro como no seu governo. Mas quero aqui apontar o perigo de instituições de comunicação com um papel tão nocivo quanto a rede Globo, esta que aprendeu muito bem a manipulação da opinião pública, deixando para trás o Cidadão Kane.

Em poucos momentos da cobertura da GloboNews a prisão do Sérgio Cabral ouvia-se que o mesmo era filiado ao PMDB e que as acusações que o levaram a prisão foi da época em que era governador do Rio de Janeiro pelo PMDB. Mas o destaque era: Sérgio Cabral, aliado de Lula. Mas esquecem de citar que para se eleger governador em 2006 ele teve o apoio de Garotinho, também preso, e que à época era membro do partido (adivinhem) PMDB. Mas o destaque era para o único que interessa a mídia, o Lula.

Ora, isso é uma clara vontade de cada vez mais criminar um e poupar outro.

Tempos sombrios estão chegando.

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Ou a TV tradicional muda ou acaba!

Imagem: Creative Commons / Nick Thompson

Imagem: Creative Commons / Nick Thompson

Publicado originalmente no site Pragmatismo Político.

É incrível como querem empurrar qualquer coisa para o público. Um bom exemplo é o programa da Fátima Bernardes, que a Rede Globo empurrou “goela a baixo” de seus telespectadores. E o mau gosto do BBB que nesta edição (15ª) enfrenta um de seus piores níveis de audiência[1], como outro exemplo onde a qualidade é desprezada. Nas tão famosas manifestações em junho de 2013 alguns veículos de comunicação sentiram a fúria popular em relação à posição da mídia[2], tanto que a rede Globo cobriu as manifestações sem usar a logomarca em seus microfones e uniformes e, em poucos dias, o que era noticiado como vandalismo passou a ser chamado manifestações pacíficas[3].

Ao contrário de um processo que antes demorava dias ou meses, as notícias hoje não têm mais esse “tempo”. São para o AGORA. É muito rápida a forma como as notícias se espalham, sejam elas verdadeiras ou falsas, isso graças à internet. Mas o que quero ressaltar é que com o acesso das grandes massas a tecnologias como computadores, tablets, notebooks, Smart TVs e principalmente smartphones vai forçar uma mudança na maneira de “fazer imprensa”. Hoje temos mais opções. Seja de forma legal ou não.

De forma ilegal é, por exemplo, o GATONET, que poderia ser a 3ª maior operadora de TV a cabo do Brasil[4]. Chamo atenção aqui não pelo ato de contrariar lei, mas para o fato de  que uma boa parcela da população tem mais opções de canais, deixando os tradicionais SBT, Globo, Band e Record como segunda opção, o que pode explicar quedas nos atuais índices de audiência. Por outro lado, até o 3º trimestre de 2014 havia no Brasil 19.473.353 de assinantes de TV por assinatura[5], um número que cresceu mais de 500% nos últimos 10 anos.

Outro fator que chama a atenção é o crescente número de dispositivos de acesso a internet, como as Smart Tvs e os Smartphones. Segundo o Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (CETIC.br) a quantidade de domicílios que possuem acesso a internet é de 51% (85,9 milhões de pessoas) em 2014; e segundo o estudo do IDC Mobile Phone Tracker Q3[6], foram vendidos 15.1 milhões de celulares inteligentes (os Smarts) entre os meses de julho e setembro de 2014, o que significa um crescimento de 11% na comparação com o segundo trimestre, e de 49% se comparado com o mesmo período do ano passado.

Em relação as TVs, a Philips diz que a venda de Smart TV está crescendo e já representa 80% de suas vendas[7] e com a expectativa de que de 35% a 40% dos televisores vendidos neste ano no mercado brasileiro seja de Smart TVs[8]. Mas para quem ainda não tem essa tecnologia em sua TV, o Google lançou o Chromecast, que poderá transformar o aparelho em Smart TV: o Chromecast é do tamanho de um pendrive que se conecta à porta HDMI da TV e tem seu custo entre R$150 e R$250[9].

Hoje já não são apenas as câmeras de canais de TV que fazem os registros dos acontecimentos, já não são mais as lentes de foto jornalistas a captarem de forma exclusiva, já não são mais os jornais impressos o grande intermediário da notícia. Vivemos hoje o verdadeiro Big Brother descrito no livro de Orwell, onde uma grande parcela da população possui aparelhos que filmam e fotografam.

É mais difícil mascarar uma notícia, perdeu-se a exclusividade. Não são necessários milhões de reais para se criar um canal de televisão: é de graça no Youtube. Os preços de bons equipamentos para a captação de áudio e vídeo estão cada vez mais baixos. Hoje os adolescentes criam estúdios de gravação em casa e fazem sucesso na internet. A TV tradicional está começando a perder espaço. O mercado para os canais online está crescendo, esses canais são livres, podem se expressar de uma forma que as garras impostas por uma imprensa sensacionalista não as prendem. Blog de notícias locais estão crescendo, até mesmo nas mais pequenas cidades brasileiras.

O acesso crescente à internet, as altas nas vendas de Smart TVs e Smatphones com acesso direto ao Youtube, por exemplo, são uma real ameaça para os canais tradicionais. Em um futuro não distante o telespectador assistirá os seus canais favoritos na internet; a produção independente crescerá muito, pois há rentabilidade nesses canais – aqui no Brasil chegam a ganhar mais de US$300.000,00 (trezentos mil dólares) por mês[10], fazendo desta uma atividade altamente lucrativa e com um público direcionado e fiel.

Dentro desta expectativa e crescimento tecnológico, a TV tradicional tem de mudar ou então fechar as portas. Tem de saber que manipular as massas ficará mais difícil, não é mais como antigamente, época na qual a informação era restrita. O povo não é bobo.

Hoje, todos podemos ser cinegrafistas, diretores, editores, atores e donos do nosso próprio canal de vídeo, mas mais importante ainda, donos de nossa própria programação de TV.


Referências do texto.

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BBB? Quero nem saber!

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Ano novo BBB novo. E vem a rede Globo com todo o seu poderio nos apresentar a nata da cultura televisiva nada alienante. Nas chamadas do tal programa parece que até a poderosa assume que as edições anteriores foram ruins, eles afirmam que essa será uma das melhores edições, denotam que querem voltar o BBB como era no seu primórdio.

Mas em relação a esse programa eu sou tão pessimista quanto a Miriam Leitão sobre a economia brasileira.

A impressão que tenho é que a Globo acredita possuir um poder de empurrar goela abaixo do telespectador qualquer coisa que produza, a exemplo o programa da Fátima Bernardes, acho que este ganhou por insistência.

Tenho o orgulho de não saber o nome de nenhum participante da edição anterior do BBB, graças a duas coisas:

1º – Força de vontade em virara cara para a rede Globo e não assistir a sua programação;

2º – Bloqueie qualquer menção do BBB em meu computador;

Nesta tenebrosa época de BBB parece que a mídia virtual tem a necessidade de citar algum acontecimento cabuloso do BBB, não tem escapatória, seja no UOL, IG, TERRA e até o R7. Prefiro bloquear, o que os olhos não veem o coração não sente.

Pensando em algumas pessoas que também querem poupar os seus olhos e ouvidos com assuntos de tamanha importância para o crescimento pessoal com tanta futilidade, fim um vídeo ensinando como adicionar uma extensão no navegador Google Chrome para bloquear qualquer notícia ou menção a Grande Nave do Pedro Bial, eu uso e sugiro o Chega de BBB (clique aqui para acessar a página de instalação).

Ah, para quem pensa que não vai conseguir, vai uma dica: Assista o Bial em uma de suas crônicas de eliminação de um Brother ou uma Sister clicando aqui… (boa sorte).

 

Agradecimentos ao Carlos Zanella pela iniciativa e criação desta extensão. Você salvou muitas vidas cara!

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Vídeo

Fome no Brasil dos anos 1990

Esta foi a reportagem que mais me marcou na minha adolescência, bem no período que eu começava a formar opinião e idéias. É uma das poucas coisas agradáveis produzida pela Rede Globo, mas segundo o jornalista responsável Marcelo Canellas, com muita insistência ele conseguiu o sinal verde para a produção deste que é um documento histórico do Brasil recente.

Me pergunto: Onde estava os programas sociais nessa época?

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O Prêmio Emmy Internacional mostra o que é de melhor da Rede Globo

NASA Television 2009 Philo T. Farnsworth Primetime Emmy Award

Como hoje a Rede Globo anunciou com orgulho a sua indicação ao “Oscar” da TV mundial e a âncora do Jornal Hoje, Sandra Annenberg disse que não era a primeira vez da emissora a ganhar tal prêmio (http://migre.me/mgp81), eu fiquei com uma curiosidade de saber em quais categorias que a distinta Rede Globo já havia sido agraciada, já que deste ano foi exclusivamente sobre a dramaturgia globeleza.

Para a minha surpresa a maior parte das premiações são pela dramaturgia globeleza. Temas importantes como o Jornalismo teve apenas 01 premiação por uma série feita pelo Jornal Nacional chamado “Guerra contra as drogas”. Continue lendo

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